Ele saiu andando normalmente,eu esperei a Beatriz,sempre com seu imenso material,na porta.Ela saiu e perguntou o que ele queria,eu respondi que não era nada de mais.Fiquei constrangida e ter que mentir para ela mais uma vez,mas o que eu poderia fazer?
O último tempo acabou,e a Beatriz me deu um beijo no rosto e correu para o ônibus,pois ela estava atrasada.Eu esperei o Hugo sair,e ele me deu um braço e saímos da escola de braços dados.Me coração tripudiava dentro de mim.A minha consciência sabia que isso era errado,uma sandice sem fim,mas meu coração,implicava com a idéia de que eu poderia ser feliz,menos que somente por alguns segundos.Fomos até a sorveteira que ficava a algumas quadras de lá.Ele começou a falar da sua vida,da sua família,de tudo.Eu tentava,mas não conseguia prestar atenção em uma palavra que sua boca dizia,ao invés disso,prestava atenção no azul dos seus olhos,no loiro desarrumado do seu cabelo,nos mínimos detalhes.Eu me sentia tão estranha.Quando olhei no relógio,já eram mais de quatro horas,ele me convidou para ir até a sua casa,e realmente estudarmos,mas não,mais uma vez eu fiquei com medo,e disse que não iria.Então,ele puxou minha cabeça delicadamente,e me beijou.Foi um beijo estranho.Ele não era como os garotos que eu estava acostumada a ficar.Eles tinham um beijo com gosto de cerveja e cigarros,ele não.Seu beijo tinha gosto de sorvete de morango.Eu afastei minha cabeça rapidamente,peguei minha mochila e fui embora.Teria que pegar um ônibus para ir para casa,ou então chegaria muito tarde.
Logo que cheguei,liguei para a Beatriz,minha mãe não tinha chegado do trabalho,ela era executiva de uma multinacional,e meu pai também.Ele tinha ido viajar,e ela reunião com os diretores.Peguei o telefone e disquei para a casa da Beatriz,eu estava em prantos.Contei a ela o que me aconteceu,e disse que tinha sido tão maravilhoso,que não deveria ter acontecido.Ela não disse nada.Perguntei a ela sobre os supostos pais de seu filho,e ela tripudiou.
- Eu ainda não falei com nenhum deles.Descobri que o outro menino,o do cabelo preto,se chamada Eduardo.
- Maria Beatriz,você vai esconder isso até quando?
Minha voz estava alta,pensei que ela pudesse ficar com raiva,o que não era a minha intenção.
- Eu não..não sei de mais nada Shera...mais nada.Acho que eu preciso de mais tempo,e de um abraço.
- Sinta-se abraçada então!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
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