terça-feira, 26 de janeiro de 2010

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O dia seguinte chegou tão rápido que eu quase me atrasei sem perceber o celular tocando.Eu tinha sonhado com ele.Eu estava nervosa.Ao sair de casa,peguei uns trocados e fui comprar uns cigarros.Eu não costumava fumar,só quando estava muito mal.Quando cheguei na escola,abracei minha amiga e dei coragem para que ela falasse com os supostos pais de seu filho.Ela foi.Chamou os dois meninos de canto,eu estava bem ao seu lado,ela disse que não queria destruir a vida deles,e que contava com a compreensão de ambos,que logo que o bebê nascesse se fosse da vontade deles,ela faria um exame de DNA,e assim solucionaria esse problema.O Téo ficou um pouco desconfiado,quase não deu importância ao que ela dizia.Disse que só assumiria a sua responsabilidade se o filho fosse 100% dele.Já o Edu,foi mais carinhoso,a abraçou e disse que poderia contar com ele para tudo,mesmo que o filho não fosse dele.Beatriz me disse mais tarde que sentiu seu coração bater mais forte quando ele falou estas palavras.

Um assunto estava resolvido.Mas ainda faltava o meu,não sabia mais o que fazer.A cada dia que passava me sentia mais envolvida com o Hugo.Ele esperou que a Beatriz saísse com os meninos,e me puxou pelo braço:
- Desculpe por ontem,não queria que você ficasse constrangida,eu não sou o tipo de cara que sai com todas,só com as melhores...
Ele piscou um dos olhos e eu fiquei vermelha.
- Não tem importância.
- Tem sim,eu sei que você se sente a estranha aqui,mas tem muita gente que gosta de você...inclusive eu.
Ele me beijou novamente,dessa vez eu tentei,mas meus instintos foram mais fortes e não me deixaram recuar.
- Para com isso...eu disse quase sem fôlego.Você está me deixando encabulada,não podemos...
-Por que?Você tem namorado?Eu sei que não.A Beatriz não gosta de mim?Deixa ela...
- Não é nada disso,é que...você ta confuso,não apaixonado por..por...por mim.Pode ter certeza.

Sai correndo de perto dele,e me sentei no fundo da sala,bem no canto para que ninguém me visse.Ao final da aula,chamei o Cleitom,e disse que precisava da ajuda dele.Contei a ele toda a história,e ele quase caiu para trás,me puxou para a saída,e disse que tínhamos que ir na delegacia prestar depoimento,eu disse que não iria,que estava com medo.Ele me abraçou e disse que tudo ficaria bem.Nós fomos.Ao chegar lá,o delegado nos atendeu com pouca atenção,e só depois quando ficou sabendo da gravidade do problema.Falamos que era sobre a morte misteriosa do zelador do Colégio Santa Marta,ele no começo,não se interessou muito,mas eu sabia que aos poucos,quando ouvisse o que eu tinha pra dizer,ele ficaria abismado.

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